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        O Bando de Surunyo é um ensemble especializado na interpretação de música dos séculos XVI e XVII. O nome é retirado de um vilancico seiscentista português e significa “bando de estorninhos”. O ensemble é a frente interpretativa e laboratorial de um projecto multidisciplinar que incide particularmente sobre repertório inédito albergado por fontes portuguesas, apresentando em quase todos os seus concertos obras inéditas em primeira audição moderna. O projecto abrange, porém, música tanto de aquém como de além fronteiras, tendo como objectivo proporcionar ao público, através da música e da poesia, o contacto com a pluralidade, ecletismo e riqueza do pensamento e imaginário do renascimento e barroco europeus.

Os nossos concertos são preparados sobre uma rigorosa base de investigação musicológica e no estudo aprofundado do contexto histórico e cultural da música que interpretamos. Todas as obras são preparadas directamente a partir dos manuscritos ou impressos originais e interpretadas utilizando instrumentos e práticas interpretativas historicamente informadas.

      A íntima relação entre som e palavra que emerge na música na transição do Quinhentos para o Seiscentos é o eixo central da abordagem d’O Bando de Surunyo ao estudo e interpretação do repertório. O som colocava-se então ao serviço do texto, veiculando, ilustrando e potenciado o seu conteúdo poético e afectivo. A transmissão eficaz e eloquente desse conteúdo nas suas múltiplas leituras e funções — literal, teatral, histórica, simbólica, religiosa, política e filosófica — constitui a base para a construção de uma concepção interpretativa que persegue hoje o mesmo objectivo da música de então: divertir e comover o público através da palavra, do gesto e do som. Todo o projecto assume, pois, um alcance estético e comunicativo alargado onde, fazendo uso de práticas interpretativas e sonoridades históricas, se procura criar um objecto artístico pertinente, significativo e impactante para o público de hoje.

      O Bando de Surunyo tem realizado concertos de norte a sul de Portugal e no estrangeiro, destacando-se os seguintes: IV, V, VI, VII, VIII e IX Jornadas Musicológicas Mundos e Fundos (Coimbra, 2015-2020); II Festival Internacional de Dança Portingaloise (V. N. Gaia, 07/2016); V Festival de Música Antiga Sons Antigos a Sul (Lagos, 08/2016); 3º Festival Internacional de Guitarra de Lagoa (Lagoa, 09/2016); Ciclos Musicórdia MMXVI e MMXVIII (Esposende, 2016 e 2018); Ciclo Cultura Viva - Fundação Manuel António da Mota (Porto, 12/2016); IX Festival dos Descobrimentos (Lagos, 05/2017); Festival Internacional Gaia todo um mundo (V. N. Gaia 06/2017); Festival CA Noroeste (Ponte da Barca 03/2018); Música em SI Maior (ciclo de música barroca) - temporadas 2018 e 2019 (Loures); Dia Especial de Natal Euroradio / Antena 2 com transmissão radiofónica mundial (Lisboa, 12/2018); 1º Ciclo de Música Barroca (Cambados, Espanha, 08/2019); 8º Festival Internacional de Música Antiga Abvlensis (Ávila, Espanha, 08/2019); Encontros Internacionais de Música Antiga de Loulé Francisco Rosado (Loulé, Portugal, 10/2019); Festivais de Outono (Aveiro e Águeda, 11/2019); 9º Fora do Lugar – Festival Internacional de Músicas Antigas (Idanha-a-Nova, 09/2020); 32ª Temporada de Música em S. Roque (10/2020, Lisboa).

      O Bando de Surunyo é dirigido por Hugo Sanches, doutorado com distinção e louvor em Estudos Musicais pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, mestre e licenciado em Interpretação Musical (música antiga - alaúde) pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE, Porto), e pós-graduado em psicologia da música pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Reparte a sua actividade entre a interpretação, o ensino e a investigação, especializando-se em música dos séculos XVI e XVII nos domínios tanto da prática interpretativa, como da teoria e pensamento estético e filosófico. É professor no Curso de Música Antiga da ESMAE e na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É ainda investigador do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra onde se dedica sobretudo ao estudo, edição e interpretação do repertorio musical ibérico inédito do século XVII.

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